Hoje acordei assim. Frágil e serena, sob a tua ternura. Hoje, apesar do tempo frio, do vento amargo e dos medos intensamente gélidos, prendo-me ao teu afecto, intimamente belo. Hoje, não sinto o sol na face, os passos tornaram-se monótonos, com pressas inabaláveis e sem palavras de incentivo. Jamais reconheci nos corpos deambulantes o segredo de um olhar sem fundo. Pausadamente, observo o mundo, a sua alma e o seu encanto. A cidade maltrata-nos, no entanto, aprendemos a amá-la incondicionalmente.
Você quem compôs?
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