Oporto - Düsseldorf - Amsterdam.







And so it is, just like you said it should be.


And so it is
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her skies

I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes...

And so it is
Just like you said it should be
We'll both forget the breeze
Most of the time
And so it is
The colder water
The blower's daughter
The pupil in denial

I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes...

Did I say that I loathe you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?

I can't take my mind off you
I can't take my mind off you...
I can't take my mind off you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off you
I can't take my mind...
My mind...my mind...
'Til I find somebody new

(Damien Rice)

Coisas do ♥.



@Porto, algures em 2008.

Fim de semana perfeito.


O comboio parte à hora prevista, sem demoras, apinhado de gente apressada e sem lugares vazios para me sentar. À minha volta, dezenas de estudantes que como eu anseiam por um fim-de-semana perto da família e de amigos de infância. A viagem acalma-me, o dia escurece, o sol teima em não brilhar e apesar do cinzento carregado das nuvens, a paisagem faz-se bela. Bela pela simplicidade e pela genuidade das aldeias que a linha percorre. Uns entram e outros saem. Chegados ao destino, desaparecem à medida que a carruagem avança. Finalmente em Braga, uma visita rápida ao centro que tanto me atrai, algumas ruas que a alma absorve com ternura, pessoas que se encontram e conversam fortuitamente, outras que vagueiam indiferenciadamente no meio da multidão. Doces tentações abrem-me o apetite, numa confeitaria centenária da baixa. Sento-me por instantes longos, para saborear um lanche algo merecido após alguns momentos de caminhada pela cidade. Foram dias maravilhosos que se seguiram, de amizades de sempre que se reforçaram, de risos trocados no meio de conversas tão ansiadas, de abraços fortes jamais esquecidos. E para tornar estes dias mais perfeitos ainda, o doce beijo no avô amado, as brincadeiras com a traquina Gabi, os miminhos aos bichinhos da aldeia e a ronha com os pais.

Yann. ♥. Tiersen.

Não há dia que não te ouça. E que não incites a minha motivação. São melodias tristes, sim, talvez, mas não para os meus sentidos. Têm uma tez forte e delicada, como devem ser os dias, esses dias que por vezes me sufocam. Hoje, encontrei uma velhinha, de mãos enrugadas e delicadas. Admirei os seus belos traços, sim porque era bela, de olhar penetrante e cativante. Olhei-a bem fundo, quase que lhe chegava à alma. E vi-te a ti. A paz que me transmites quando te ouço, quando vagueias pelas teclas de um piano, nessa entrega soberba. A velhinha cativou-me, como a tua música, pela simplicidade, pela ternura.

Lista de coisas para fazer.


A não esquecer.

Um pouco de verão, por favor.

Corpse Bride.



Carnaval, está quase quase . Há um ano foi assim. E em 2010? =)

Good morning to myself.



Pela manhã aspiro a um bom dia luminoso, qualquer que seja a estação do ano. Mais um dia em que teço gestos com vontade de abraçar tudo o que é meu, tudo o que levo num sentir ilimitado. E os meus olhos clamam por mais, pelos dias certos de ternura, em que me entrego em demasia a sentimentos escarlates, nesse perfume cor de rubi que me acalma a pele. O sol entranha-se no corpo e delicia os meus últimos instantes no aconchego dos lençóis. Uma determinação de ficar assim, durante mais uns momentos de conforto é vencida pelo azul do céu que me convida a refrescar a alma. Levanto-me, com uma energia quase eléctrica, ouço os ritmos suaves da bossa-nova alternados com a sensualidade do tango. São melodias quentes que de mim soltam passos eufóricos de dança enquanto espero que a água da chaleira ferva. Não me sento para esse ritual quase diário que é o pequeno-almoço. Pelo contrário, continuo a balançar, entre o pão torrado e o aroma do café. De pés descalços, em pleno mês de Fevereiro, rodopio num mosaico gélido que não sinto, entrego-me à melodia. Todos os dias deveriam ser assim, de alegria contagiante, sem pressas, sem horários pré-definidos, sem autocarros que quase se perdem e apenas não se perdem porque corremos para lá chegar, sem banhos rápidos, sem meia chávena de chá que ficou na mesa da cozinha a arrefecer, sem aquela sensação quase sempre certa de que falta alguma coisa na mala, sem a frivolidade de cruzarmo-nos com as pessoas na rua sem tempo para esboçar um sorriso e dar um alegre bom dia. Aprendi a valorizar o sol que me acompanha enquanto caminho, que me deixa observar o mundo em meu redor, a gente que aqui co-habita, o trânsito que sigo à distância, os passos que seguem com pressa, os cheiros citadinos. Hoje, por isso, vou a pé para a universidade, porque desta forma os meus olhos se preenchem de sentido logo pela manhã. Haja sol todos os dias.

Cão!

Etnic.




Um pouco de loucura.



Às vezes, por vezes, muitas vezes, nem sempre mas para sempre, louca pelas pequenas coisas do dia a dia que me preenchem o coração de alegria.

Eu não sei quem te perdeu.



Quando veio,
Mostrou-me as maos vazias,
As maos como os meus dias,
Tao leves e banais.
E pediu-me
Que lhe levasse o medo,
Eu disse-lhe um segredo:
Nao partas nunca mais

E dançou,
Rodou no chao molhado,
Num beijo apertado
De barco contra o cais.

E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu nao sei quem te perdeu.

Abraçou-me
Como se abraca o tempo,
A vida num momento
Em gestos nunca iguais.
E parou,
Cantou contra o meu peito,
Num beijo imperfeito
Roubado nos umbrais.

E partiu,
Sem me dizer o nome,
Levando-me o perfume
De tantas noites mais.

E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu nao sei quem te perdeu.
(Pedro Abrunhosa)

Waiting.


I told you to be patient, I told you.


Quase perfeito.



Sabe bem ter-te por perto
Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero

Quase que não chegava
A tempo de me deliciar
Quase que não chegava
A horas de te abraçar
Quase que não recebia
A prenda prometida
Quase que não devia
Existir tal companhia

Não me lembras o céu
Nem nada que se pareça
Não me lembras a lua
Nem nada que se escureça
Se um dia me sinto nua
Tomara que a terra estremeça
Que a minha boca na tua
Eu confesso não sai da cabeça

Se um beijo é quase perfeito
Perdidos num rio sem leito
Que dirá se o tempo nos der
O tempo a que temos direito

Se um dia um anjo fizer
A seta bater-te no peito
Se um dia o diabo quiser
Faremos o crime perfeito