A felicidade, num simples sorriso.

Devolve-me a doçura da areia quente sob os pés, dança comigo sob um sol caprichoso, contagia-me com o teu sorriso e por fim, leva-me onde tu quiseres.



You know

That I adore you

You know

That I love you.

So don't make me say it

It would burst the bubble

Break the charm.

I'm hanging by a moment here with you

Op art.

“It was a marvellous time. In the ‘60s you were knocked in the eyeballs. Everybody, everything was new.”

Diana Vreeland - Editor in Chief of US Vogue 1963 - 1971

My vw.


Leva-me a algum lugar. Onde, não importa.

Hoje preciso de flores, de dias com flores.



Elas voam mais alto do que eu.

Há dias assim.



Há dias assim. Em que o tempo parece avançar e eu não. Dias cinzentos, salpicados de pequenas nuvens negras, como numa velha tela esbatida pela chuva. Dias com menos olhos que coração. Dias de passeio à chuva, em passos que caminham em vão. Dias de incoerência, dias em que apelo à razão. Dias em que parti e quero voltar.

Fabuleux destin.

"Estranho o destino dessa jovem mulher, privada dela mesma, porém, tão sensível ao charme das coisas simples da vida..." Adoro.

O silêncio após a dor, Haiti.

Timidamente, o sol mostrou hoje as suas primeiras tonalidades mágicas, sobre as montanhas despidas, sobre a calçada por onde deambulam mentes absortas em banalidades quotidianas, após dias gélidos, pluviosos e ventosos. São raios de luz raros mas preciosos, preciosos como o ar que respiro a cada instante. Algures pela manhã, reconforto-me com um leite quente enquanto folheio as notícias no jornal. Uma pequena ilha das Caraíbas, o país mais pobre do continente americano, vive dias obscuros, entre escombros, cadáveres e o silêncio após a dor. Mesmo que o sol brilhe nas ruas de Port-au-Prince, ninguém o sente. Não há tempo, não há forças, não há vida. E se este país, após anos de ditadura, crise e instabilidade, foi incapaz de se desenvolver, tudo o que poderia ser um dia símbolo de prosperidade, ruiu hoje, juntamente com o sonho de um número incalculável de pessoas. Toda a ajuda internacional é bem-vinda, agora e depois.



Gesto simples



Um gesto simples pode revitalizar uma amizade, e mais do que isso, torná-la indelével. O tempo constrói laços estreitos e ternos, numa vivência quase diária e permanente. No entanto, recai sobre nós a responsabilidade intrínseca de abraçar a amizade no seu todo, sem restrições, sem omissões e com muita dedicação. Mais do que palavras, mais do que alegrias, deve ser entendida como uma unidade onde a partilha e a compreensão se tornam inseparáveis. Um gesto simples tem o poder de implantar uma ligação genuína e única em escassos instantes, reverter as lágrimas, acalmar os sentidos e esboçar um sorriso em lábios outrora desolados.

Big time sensuality.

"I can sense it, something important is about to happen, it's coming up, it takes courage to enjoy it, the hardcore and the gentle, big time sensuality, we just met and I know I'm a bit too intimate but something is coming up and we're both included, it takes courage to enjoy it, the hardcore and the gentle, big time sensuality, I don't know my future after this weekend and I don't want to, it takes courage to enjoy it, the hardcore and the gentle, big time sensuality." (Bjork)


Tão leve o sopro da alma. Tão leve. Paro para escutá-lo. Sim, é leve. Leve, quando o meu ser se acalma de dias incessantes, de emoções fortes e de palavras que evito dizer. Às vezes, o coração acalma, mesmo não querendo, incansável nas suas incoerências e na forte luta por ser ouvido. Porque por mais que queira, nem sempre é fácil e tudo o que inabalavelmente alterado assusta. O silêncio nestes dias de neve imaculada subtilmente me revitaliza e infrutiferamente ecoa no meu ouvido para me proteger nas escolhas do dia-a-dia. Nem sempre sei ser eu, tão relutante no pensamento e no sentir. Nem sempre me mostro pertinente nas minhas opções que outrora teimava em seguir sem temor. O amanhã pode reservar-se belo, talvez incerto, mas o que é certo é que espero por ele, mesmo nesse turbilhão difícil de compreender e seguir, que é a vida. Guardo os sonhos que um dia, em criança, sonhei ingenuamente e deliberadamente. Mesmo com os pés descalços, na areia de uma praia amada ou numa rua qualquer de esta cidade que por vezes me sufoca, seguirei em frente, confiante, nostálgica sim, mas não em demasia, libertar-me-ei dos meus medos e alcançarei a minha própria felicidade. Doce, terna e contagiante, como sonhei um dia.

She loves to dance in the dark.


Loving her.


Há músicas que encantam pelo doce embalar da sua melodia, pela sua simplicidade quase ingénua, algo pura mas tão profunda. Há vozes irresistivelmente deliciosas, as quais não me canso de ouvir uma e outra vez. Mesmo sob a manta polar, junto ao aquecedor, nas incoêriencias de um quarto algo gélido, desprendo-me do frio que enfraquece a pele e os sentidos. Encerro as pálpebras e ouço com ternura.

Mother Oceania.






(a)MAR.


Escondes um doce paladar a vida. Proteges-me, abraças-me, acalmas-me. E eu, eu respiro-te com todos os sentidos que me prendem a ti. Perto de ti, tudo é perfeito. A luz matinal acaricia-me a face e os meus olhos encerram-se num gesto tranquilo. A brisa saboreia-se levemente, num aroma dócil e apaziguante. Trago o mar no coração. Preciso-te, em todos os momentos. Teces sorrisos nas pegadas que te esboço ao fim do dia, sobre grãos de areia irrequietos. E eu fluo loucamente, ao pé de ti. Saudades de te ver chegar e outras vezes, partir. Saudades de me encostar a ti e de te segredar as mais belas palavras. Como é bom sentir-te, ter-te e desfrutar-te. Nas manhãs frias de inverno volto a ser criança e mergulho em ti profundamente. Às vezes, tens o dom de me fazer esquecer toda a maldade do Ser Humano. Às vezes, admiro-te apenas. brevemente, irei dar asas à liberdade, soltar as saudades, sentar-me ao pé de ti, e por instantes ficar. O mundo precisa de (a)MAR.