Finalmente, dias para o mim.




Alguns dias magníficos, não na metereologia que esta chuva gélida destroi qualquer ânsia de deambular pelo parque ou pelas ruelas da cidade. Apeteciam-me umas horas calmas à beira mar, numa praia qualquer sem demasiada gente, talvez com algumas pessoas que como eu desejam encontrar uma certa paz interior, reflectir sobre questões banais e outras de cariz impetuoso. Mas por enquanto terei de esperar pelo encantamento de uma leve brisa matinal. Vou aproveitar o Sol timidamente escondido atrás de nuvens quase tenebrosas, entre as montanhas cobertas de um branco cristalino, para me deliciar com uma encantadora sessão de cinema, uma ida ao concerto de jazz do tão estimado e relaxante Café Concerto, uma infindável e reconfortante leitura, umas corridas à beira Corgo (sim, reconheço que a chuva desmotiva qualquer um mas a alma fica bem mais leve, o esforço será bem recompensado), umas horas de aprendizagem e mimalhice terna no Hospital Veterinário, uma passagem rápida pela baixa do Porto, talvez me demore pela Foz se o tempo assim convidar e, quem sabe, uma visita a Serralves que já tenho saudades. Finalmante, uma viagem de comboio desde São bento até Braga e o tão esperado doce lar.

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