Escondes um doce paladar a vida. Proteges-me, abraças-me, acalmas-me. E eu, eu respiro-te com todos os sentidos que me prendem a ti. Perto de ti, tudo é perfeito. A luz matinal acaricia-me a face e os meus olhos encerram-se num gesto tranquilo. A brisa saboreia-se levemente, num aroma dócil e apaziguante. Trago o mar no coração. Preciso-te, em todos os momentos. Teces sorrisos nas pegadas que te esboço ao fim do dia, sobre grãos de areia irrequietos. E eu fluo loucamente, ao pé de ti. Saudades de te ver chegar e outras vezes, partir. Saudades de me encostar a ti e de te segredar as mais belas palavras. Como é bom sentir-te, ter-te e desfrutar-te. Nas manhãs frias de inverno volto a ser criança e mergulho em ti profundamente. Às vezes, tens o dom de me fazer esquecer toda a maldade do Ser Humano. Às vezes, admiro-te apenas. brevemente, irei dar asas à liberdade, soltar as saudades, sentar-me ao pé de ti, e por instantes ficar. O mundo precisa de (a)MAR.

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