Não há dia que não te ouça. E que não incites a minha motivação. São melodias tristes, sim, talvez, mas não para os meus sentidos. Têm uma tez forte e delicada, como devem ser os dias, esses dias que por vezes me sufocam. Hoje, encontrei uma velhinha, de mãos enrugadas e delicadas. Admirei os seus belos traços, sim porque era bela, de olhar penetrante e cativante. Olhei-a bem fundo, quase que lhe chegava à alma. E vi-te a ti. A paz que me transmites quando te ouço, quando vagueias pelas teclas de um piano, nessa entrega soberba. A velhinha cativou-me, como a tua música, pela simplicidade, pela ternura.
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