Voltei, com mais força.




Deixa-me carregar o insustentável peso das minhas decisões, das escolhas por vezes imperfeitas e que, no entanto, me fazem avançar com ainda mais determinação. Revoltar-me-ia se tudo fosse bem mais fácil, porque, apesar de aliciante, prefiro a indelicadeza de um longo caminho. Deixa-me ser feliz assim, sem pensar no que poderia ter sido e não foi. Deixa-me aproveitar a aprendizagem que intensos momentos de euforia me proporcionaram, mesmo que me doa a alma, de tanto partir e voltar. Intensamente, intensamente, intensamente ecoam em mim. Como as pegadas que imprimo firmemente na vastidão da vida. E na escassez da imensa recordação. Voltei, avançando firmemente. Virei a página, guardo o início intacto no meu pequeno baú e o final, era uma vez um final diferente de todos os outros. Distinto talvez por ser o meu conto de fadas. Mas igual a tantos outros na sua essência. E foram felizes para sempre.

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